14/11/2011








Queria poder acreditar que tempo não nos falta e que tu apenas estás a arranjar uma maneira de sermos quem já fomos e quem podemos vir a ser. Sem saudade, sem palavras que fiquem por dizer, presas no peito ou engasgadas na garganta com medo de serem ditas. Sem esconder nossos corações daquilo que sentimos.
Sentada aos pés da cama ouço aquela música, aquela que eu acho que melhor nos caracteriza, aquela que acompanhado de um elogio teu um dia fez-me sorrir. Insisto todos os dias em ouvi-la. Já que a tua presença neste momento não me consola, ao menos fecho os olhos e imagino como seria se aqui estivesses, segurando com força as minhas mãos geladas que teimam em escrever textos e textos sem fim.
Mas sabes, eu estou cansada. Tenho as mãos frágeis de tanto escrever, assim como o meu coração de tanto te esperar. Eu não quero escrever meras linhas e que nelas apareça o teu nome. Quero poder olhar-te nos olhos e perceber o que estão para além deles, quero sentir-te do meu lado, quero que para além da escrita, viva intensamente uma história só nossa e que me deixe feliz.

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